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O QUE AEROFOTOGRAMETRIA COM DRONES?

19/10/2018

Existem muitas duvidas que cercam a aerofotogrametria com drones. Nessa matéria tentaremos esclarecer alguns mitos e verdades sobre essa ciência.

 

A aerofotogrametria é uma ciência bastante antiga e a mais popular dentro das geociências. Basicamente ela é realizada através de operadores em aeronaves equipas com algum tipo de câmera ou sensor para coleta de imagem/dados em relação ao solo.

 

No inicio da tecnologia era utilizado os equipamentos aéreos disponíveis, como:

  • Balões;

  • Dirigíveis;

  • Aviões;

  • Satélites.

O primeiro registro aéreo foi capturado por Gaspard Felix em 1858 em Paris, mais infelizmente com os acontecimentos históricos esse registro acabou se perdendo.

 

AEROFOTOGRAMETRIA COM DRONES

 

No caso da topografia com drones, ou melhor, aerofotogrametria com drones. O conceito define como: “a ciência que captura informações de objetos em solo sem contato direto entre este e o sensor”, ou seja, você não precisa percorrer o terreno para capturar informações, podendo realizar isso de forma remota, também conhecido como sensoriamento remoto.

 

Portanto, podemos afirmar que do ponto de vista das geociências o correto é aerofotogrametria com drones, agora do ponto de vista literal da expressão pode-se dizer que é realizado a topografia do terreno através de drones.

 

Independente do termo utilizado, o uso dos drones para coletar informações do terreno é uma evolução tecnológica da ciência chamada aerofotogrametria. As principais mudanças que ocorreram com a chegada dos drones foram a diminuição dos custos, logística e facilidade na operação.

 

Devido ao alto custo de viabilidade a aerofotogrametria era restrita a órgãos públicos e grandes empresas de engenharia. Com a chegada dos drones esses custos diminuíram drasticamente, o que possibilitou que pequenas e médias empresas trabalhem com essa tecnologia.

 

MITOS

 

Em um trabalho de mapeamento aéreo, o drone é apenas uma ferramenta, ou seja, ele é meio e não o fim, não adianta você ter uma ótima ferramenta em mãos, se não souber utilizá-la, se não souber extrair dados e fornecer os produtos certos. No mapeamento aéreo com drones não são fornecidas apenas imagens aéreas e sim dados, indicadores qualitativos e quantitativos para uma gestão estratégica do terreno.

 

A fotogrametria é uma ciência, o drone é uma tecnologia e o mapeamento aéreo é um trabalho de engenharia e para todo esse conhecimento você precisa se capacitar.

 

PRECISÃO E ACURÁCIA 

 

É muito comum a confusão entre esses dois termos, esse é o ponto mais importante de um trabalho de mapeamento aéreo: a confiabilidade dos dados, ou seja, qual é o nível de confiança dos produtos apresentados? Qual a segurança que uma empresa de engenharia, por exemplo, pode ter ao utilizar esses dados como base em seus projetos?

 

O mito aqui está em dizer que os produtos são acurados sem a utilização de pontos de apoio em solo. Não há como atestar a confiabilidade, o nível de confiança do projeto se não foram utilizados pontos de apoio em solo, além disso, é importante exigir os relatórios de processamento dos pontos de apoio e da aerotriangulação (processamento das imagens).

 

ACURÁCIA DOS PRODUTOS FINAIS

 

Dentro dos GCPs existem dois tipos, os Pontos de Controle e os Pontos de Check, na matéria acima fizemos uma abordagem mais profunda das diferenças entre eles, mas basicamente um ponto de controle é utilizado no pós-processamento das imagens, já os pontos de check ou verificação não são utilizados no processamento. Eles são utilizados para comparar uma medida (ponto) em solo com o mesmo ponto na imagem.

 

Basicamente neste processo os pixels das imagens serão corrigidos através dos pixels com coordenadas conhecidas em solo (pontos de controle). Neste processo todas as observações (pixels) são influenciadas uns pelos outros, ou seja, ao inserir um ponto de controle ele será influenciado pelo processo e não será o mesmo no final deste processo, ou seja, o dado de entrada vai ser diferente do mesmo dado na saída (no final do processamento).

 

Isso quer dizer que a posição do ponto (coordenadas) coletada no terreno vai ser alterada pelo processo estatístico, já os pontos de check eles não participam deste ajustamento mantendo a mesma posição que foram inicialmente coletados. A função deles é comparar o mesmo ponto coletado em solo e na imagem e atestar a discrepância, o erro da imagem em relação do terreno, o nível de confiança do projeto.

 

Portanto, não há como atestar que seu produto é acurado, ou seja, que é confiável se você não utilizou pontos de check, ou verificação.

 

VERDADES

 

Operação com apenas um homem em campo: Sim, é possível realizar toda a operação com apenas um homem em campo, ele pode planejar o voo, dirigir o carro até o local, montar o equipamento, decolar, acompanhar o voo, pousar e retornar para o escritório.

 

Este é o foco da tecnologia, a praticidade. Devido grande parte das operações serem automatizadas a necessidade de intervenção humana é pequena.

 

Os produtos são mais detalhados que a topografia convencional: O mapeamento do terreno ocorre através de pontos coletados no terreno, na topografia é necessário ocupar cada ponto para coletá-lo, já na aerofotogrametria isso é feito de forma remota onde cada pixel da imagem torna-se um ponto com coordenada conhecida no terreno.

 

Portanto, a quantidade de pontos coletados com a aerofotogrametria é muito superior a topografia convencional. Na topografia convencional em uma mesma área coletamos 628 pontos em solo, já com a aerofotogrametria com drones foram gerados 1.000.000 de pontos (tie points). Devido à quantidade de pontos serem maior o terreno será mais bem representado, ou seja, terá a sua definição mais próxima da realidade.

 

É mais produtivo: A produtividade vai depender diretamente de alguns fatores como a autonomia do equipamento, câmera utilizada, altura de voo e distancia focal.

 

  • Câmera: quanto maior a resolução em megapixels e o sensor, maior o tamanho da imagem gerada e consequentemente maior a área de cobertura.

  • Altura de voo: quanto mais alto o voo, maior a cobertura e menor o detalhamento.

  • Distância focal (tamanho da lente): quanto menor a lente utilizada, maior o GSD (tamanho do pixel no terreno) e consequentemente maior a área de cobertura.

 

É mais barato: Esse ponto depende de alguns fatores como tamanho da área, produtos gerados, tempo de entrega, precisão, nível de detalhamento, etc.

 

Esses foram alguns dos mitos que nos deparamos no dia-a-dia e as possibilidades que a aerotopografia com drones ou topografia com drones permite.

 

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários quem sabe ela não se torna o tema da nossa próxima matéria.

 

 

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Fonte [Drone Visual]

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